A Sexta Extinção: Uma História Não Natural - Resenha

A Sexta Extinção: Uma História Não Natural - Resenha

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A Sexta Extinção: Uma História Não Natural - Resenha
The Sixth Extinction by Elizabeth Kolbert Read it on Amazon →
Uma jornada pelas espécies que os humanos levaram à extinção — desde o Arau-gigante da Greenland até os Neanderthals — e a verdade desconfortável sobre o nosso impacto no planeta.

“Neste exato momento, estamos no meio da Sexta Extinção, desta vez causada exclusivamente pela transformação da paisagem ecológica pela humanidade.”

— Elizabeth Kolbert, The Sixth Extinction

Bem-vindo ao período Holoceno.

A única vez em toda a história em que uma única espécie influenciou o clima da Terra a ponto de causar extinções em massa e mudanças climáticas globais rápidas. Deixe isso assentar por um segundo. Dos cerca de 4,5 bilhões de anos em que este planeta está girando, UMA espécie — nós — conseguiu remodelar toda a paisagem biológica no que equivale a um piscar de olhos geológico.

O livro The Sixth Extinction de Elizabeth Kolbert apresenta várias espécies que, em algum momento, existiram e, em poucas gerações, foram extintas… devido a causas humanas. Ela viaja pelo mundo — de florestas tropicais a tundras congeladas — documentando as evidências em primeira mão.

Agora, serei honesto. Há muito storytelling “em campo”, sobre como a autora se sentiu durante suas aventuras, o que às vezes parece irrelevante para o ponto principal do livro. Mas chegarei a isso mais tarde.

Uma Breve História da Ciência da Extinção

Antes de mergulhar na destruição dos dias modernos, Kolbert leva você pela história de como passamos a entender a extinção como um conceito. E essa parte realmente me surpreendeu.

Somos apresentados à ignorância de vários cientistas no passado e como a ciência progrediu gradualmente à medida que mais evidências foram descobertas. Por muito tempo, as pessoas nem acreditavam que as espécies PODERIAM ser extintas. A ideia de que Deus permitiria que uma de suas criações desaparecesse era considerada quase blasfema.

Foi necessário um naturalista francês chamado Georges Cuvier para estabelecer o conceito no final dos anos 1700 — estudando ossos de mamutes e provando que eles não pertenciam a nenhum animal vivo. Antes de Cuvier, a extinção literalmente não era algo no pensamento científico. Pense nisso. Toda a estrutura que usamos hoje para entender a perda de biodiversidade não existia há algumas centenas de anos.

Histórias Gráficas de Extinção

É aqui que o livro fica intenso.

A aniquilação do Arau-gigante da Greenland foi extremamente gráfica, com humanos dizimando e abusando completamente das aves de todas as formas possíveis. Marinheiros as conduziam sobre tábuas, as espancavam até a morte e as ferviam para obter óleo. Essas aves não voavam e tinham medo zero dos humanos — o que as tornava os alvos mais fáceis imagináveis. Elas foram essencialmente varridas do planeta porque eram convenientes de matar.

Culminamos com a descoberta de ancestrais humanos de centenas de milhares de anos atrás, bem como a forma como os humanos cometeram um potencial genocídio em massa e “assimilação” dos Neanderthals (que representam cerca de 1–4% do DNA europeu). Portanto, não apenas levamos outras espécies à extinção — podemos ter feito isso com nossos próprios primos. Essa é uma percepção pesada.

Espécies Invasoras — Nossas Armas Acidentais

Outro ponto interessante é o envolvimento humano com a introdução de espécies invasoras em novos ecossistemas. Este capítulo realmente me fez pensar sobre como tudo está interconectado.

O que acontece é que a nova espécie não tem predadores naturais no novo ecossistema, ou os animais existentes não têm defesas e, portanto, a nova espécie domina rapidamente o ambiente. Kolbert dá o exemplo de um fungo que está dizimando populações de sapos em todo o globo. Sapos que sobreviveram a MILHÕES de anos de evolução estão sendo destruídos em questão de décadas por causa de um patógeno que os humanos espalharam através do comércio e viagens internacionais.

É o mesmo padrão todas as vezes — os humanos movem coisas pelo planeta a uma velocidade que a evolução simplesmente não consegue acompanhar. Essencialmente, colapsamos as barreiras naturais que mantiveram os ecossistemas separados por milhões de anos.

Mudanças Climáticas e o Cenário Geral

Aqui está o que me surpreendeu neste livro. Eu não diria que a autora coloca uma grande ênfase nas mudanças climáticas devido à poluição e outras causas induzidas pelo homem. O foco está mais em contar a história dos vários animais que os humanos modernos aniquilaram — e como.

Seja através das mudanças climáticas, da caça ou da propagação de doenças e animais predadores não nativos de um ecossistema — o fio condutor somos sempre NÓS. Cada capítulo, espécie diferente, continente diferente, mesmo culpado.

Kolbert também discute a acidificação dos oceanos — como o aumento dos níveis de CO2 está literalmente mudando a química do mar. Os recifes de coral, que sustentam uma porcentagem enorme da biodiversidade marinha, estão se dissolvendo. Isso não é uma previsão sobre o futuro. Está acontecendo AGORA MESMO.

O Padrão que Não Podemos Ignorar

O que mais me marcou foi o padrão que Kolbert revela em todas as cinco extinções em massa anteriores. Cada uma foi causada por uma mudança dramática no ambiente — impactos de asteroides, erupções vulcânicas, eras glaciais. A sexta? Somos nós. Nós SOMOS o asteroide.

E a velocidade com que isso está acontecendo é sem precedentes. Extinções anteriores ocorreram ao longo de centenas de milhares ou até milhões de anos. Estamos fazendo isso em séculos. A taxa de perda de espécies hoje é estimada em centenas de vezes superior à taxa natural de fundo. Isso não é uma pequena margem de erro — é uma aceleração MASSIVA.

Considerações Finais

Este é um ótimo livro se você quiser aprender sobre a aniquilação de várias espécies causada por humanos. Kolbert é uma escritora talentosa e sua reportagem é minuciosa. Ela ganhou o Pulitzer Prize por este livro, e eu entendo o porquê — a pesquisa é sólida e o escopo é ambicioso.

Mas pode ficar entediante com o storytelling das aventuras da autora. Alguns capítulos gastam muito tempo descrevendo a logística de chegar a um local de campo remoto quando eu só queria ouvir mais sobre a ciência e a extinção em si.

Além disso, a autora não deixa claro por que devemos preservar espécies que estão prestes a ser extintas, além de porque “parece bom” ou por “ser um com a natureza” (minha própria opinião sobre a ênfase dela neste livro). Eu teria gostado de um argumento mais forte — econômico, ecológico, prático — sobre por que a biodiversidade importa além do sentimentalismo. Mas talvez esse não fosse o livro que ela estava tentando escrever.

No final das contas, The Sixth Extinction é um daqueles livros que muda sua perspectiva. Você sai olhando para o mundo natural de forma diferente — e sentindo-se um pouco mais responsável pelo que está acontecendo com ele.

4/5

Obrigado pela leitura.

— Leonidas

A Sexta Extinção: Uma História Não Natural - Resenha

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Written by

Leonidas K.

Desde 2010, Leonidas tem sido um incrível Desenvolvedor Web e um extraordinário Especialista em Marketing Digital. Ele é autor de vários estudos de caso fascinantes em marketing digital, especialmente em Marketing Pay Per Call. Não deixe de ler os estudos de caso para melhorar muito a sua vida!

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